Anjo da Guarda: um ilustre esquecido?

publicado em 12 julho de 2017 • Vitor Nogueira
  1. Os avisos de nossos espíritos protetores têm como um único objetivo a conduta moral ou também a conduta a adotar nos assuntos da vida particular?

            “Tudo; eles tentam vos fazer viver o melhor possível; porém, frequentemente, tapais os ouvidos aos bons avisos e vos tornais infelizes por vossa culpa”. (O Livro dos Espíritos).

Quantas vezes você pensou em seu espírito protetor hoje? A maioria de nós, provavelmente, responderá: “muito poucas” ou, talvez, “nenhuma”. Esse comportamento contraditório, infelizmente, ainda é muito comum à maioria de nós, espíritas. Apesar de saber que cada um tem um guia espiritual com a missão específica de nos auxiliar em tudo de que precisamos, na prática vivemos como se ele não existisse ou não fizesse a mínima diferença na vida diária.

O anjo guardião é o amigo mais fiel que podemos ter. Um espírito superior em inteligência e moralidade que nos oferece um mundo de possibilidades no que diz respeito a desenvolver o patrimônio de  luz e as potências que jazem latentes em nossa alma. Sua missão é elevar nossa qualidade de vida e fazer com que a gente viva da melhor maneira possível. Contudo, quando ele tenta se aproximar de nós, tapamos os ouvidos aos seus conselhos, na medida em que utilizamos nosso pensamento e vontade exclusivamente para as coisas materiais.

E, a partir daí, nossa mente vira um campo confuso e instável povoado por sentimentos desequilibrados, pensamentos de desânimo, desinteresse por leitura edificante e prece. Tudo isso vai deixando nossa atmosfera mental pesada ou “carregada”, como muitos costumam dizer. Se hoje vivenciamos esse estado mental, naturalmente não será possível qualquer contato mais próximo seja com o guia espiritual ou qualquer outro benfeitor.

E para sair dessa situação, recorremos ao estudo da doutrina dos espíritos que dedica uma parte importante de seus estudos à influência benéfica que estes missionários exercem sobre nós. Se eles estão dispostos a nos auxiliar em todos os aspectos da nossa vida, então, que tal começarmos a dialogar com nosso guia de forma mais consciente?

Num diálogo comum entre os encarnados temos o emissor, o receptor e a mensagem. Essa mensagem é transmitida de forma direta. Porém, no trato com os guias, a mensagem será transmitida quase sempre de forma indireta em respeito ao nosso livre-arbítrio. Essa mensagem indireta virá através da intuição, dos sonhos que vivenciamos na hora em que nos desligamos parcialmente do corpo e de mensagens ou livros que chegam até nós de forma inesperada.

E o diálogo pode ser mais fácil do que parece. Lembro-me do exemplo de nosso presidente, Sr. Hélio Washington, quando nos contou que desenvolveu um “método” de comunicação com os benfeitores para solucionar problemas que envolviam sua vida pessoal ou a administração da Casa Espírita.

É bem simples. Ao acordar, pensava no problema que precisava resolver naquele dia, fazia uma prece rogando aos espíritos que lhe mostrassem o caminho a seguir e a atitude certa a tomar. Por fim, abria um livro espírita de mensagens (Pão Nosso, Fonte Viva, entre outros). E a resposta chegava através da leitura de uma mensagem cujo conteúdo estava diretamente relacionado com os desafios que tinha que enfrentar.

E quantas vezes isso não aconteceu conosco? Um problema rondava nossas cabeças e quando abrimos o Evangelho recebemos a orientação e consolo necessários. E quantos benefícios podemos colher se fizermos disso um hábito em nossas vidas? Basta querer do fundo do coração e da alma. Chamar pelo guia, destampar os ouvidos e ele falará…

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