Os meus filhos e os meus pensamentos

publicado em 02 outubro de 2017 • Elton Rodrigues

Por Elton Rodrigues

 

André Luiz, com toda a sua sabedoria, vem descrevendo acerca do importante movimento que devemos fazer em busca da total compreensão de nossa responsabilidade, no que diz respeito ao convívio entre os seres no plano dos encarnados e, também, dos desencarnados. E essa responsabilidade começa em nosso próprio lar!

Nossa família foi planejada por Deus e, por isso, reencarnamos próximos daqueles que possuem ligações importantes conosco. Estarmos próximos desses espíritos é o que nos faz crescer diante da vida. Labutar com esses seres nos torna mais fortes, maduros e bondosos.

Todavia, encarar certas dificuldades que possuímos com aquele que mora conosco não é tarefa fácil. E o que podemos fazer, quais ferramentas utilizar para que haja uma mudança de postura diante daquele espírito que está ali, assim como eu, para crescer e corrigir desavenças do passado? Os melhores remédios são o amor e o conhecimento! Enquanto o amor é doação e abnegação, o conhecimento amplia a nossa visão para atingirmos os objetivos planejados por Deus. E o que seria das nossas vidas se não existisse uma doutrina que nos explicasse de onde viemos, o que estamos fazendo aqui e para onde vamos?

A Doutrina Espírita tem uma importância ímpar, não apenas no esclarecimento sobre o nosso futuro, mas, principalmente, no direcionamento do nosso presente. Apenas com bastante reflexão e ação — e é por isso que a Doutrina é importante, pois com ela refletimos constantemente sobre as nossas ações — nós conseguiremos viver bem para morrer bem. Assim, aprendemos com os nossos estudos que não apenas as nossas ações refletem o nosso estágio evolutivo. Somo seres pensantes. E o que pensamos indica o nosso foco, ou seja, o nosso interesse. Através desses pensamentos também podemos influenciar outros seres, da mesma forma que somos influenciados constantemente. Cabe a nós seguir, ou não, tal influência. E o Espiritismo esclarece que somos totalmente responsáveis por aquilo que pensamos, pelo que alimentamos no outro e o que fazemos ou deixamos de fazer enquanto encarnado ou desencarnado. Nós construímos o nosso futuro!

Muitos procuram melhorar a postura nos ambientes externos ao lar. Entretanto, perto dos seus se esquece de tudo aquilo que aprendeu com o Espiritismo. Pais e mães, os nossos filhos são espíritos![1] Assim como nós, eles estão aqui para superar suas dificuldades e praticar suas qualidades. Desta forma, nós temos um papel muito importante na orientação desses espíritos. Poucos desses, que reencarnam em uma família, conseguem se sobrepor ao ambiente familiar: “a maioria esmagadora de inteligências encarnadas retrata psicologicamente aqueles que lhes deram o veículo físico, transformando-se, por algum tempo, em instrumentos ou médiuns dos genitores, à face do ajustamento das ondas mentais que lhes são próprias, em circuitos conjugados, pelos quais permutam entre si os agentes mentais de que se nutrem”.[2]

O que isso significa, meus irmãos? Que os nossos filhos são influenciados por aquilo que pensamos e sentimos. Diante disso, devemos sempre nos questionar sobre os sentimentos que estou nutrindo dentro do lar e quais são as qualidades de meus pensamentos, da minha fala e do meu agir para com os meus filhos.

Se ainda é muito difícil iniciar um movimento contrário àquele que desgasta a psiscosfera familiar, pense inicialmente em seus filhos. Esses seres que Deus permite que venham para serem orientados por nós devem receber total auxílio na caminhada rumo aos seus objetivos. Ou seja, o primeiro passo é manter uma boa vibração no lar. Esse preparo deve iniciar muito antes da chegada do bebê. Se possível, muito antes da concepção.

Se você ainda não tem filhos, pense que eles ainda podem chegar. Se o seu filho ou a sua filha já desencarnou pense que eles podem sentir suas vibrações. Se você não pode ter filhos, pense que poderá adotar. Se não pode ou não quer adotar, imagine que o seu lar pode se transformar em um refúgio para todos que ali passarem.

Que o nosso amor mais puro seja compartilhado com o máximo de pessoas que conseguirmos. Tenhamos certeza que nesse exercício expandiremos, muito mais rápido do que imaginamos, a força benéfica que permeia o nosso planeta. Somos participantes ativos na construção divina. Somos cocriadores. A Doutrina esclarece: agora, precisamos agir; pensando melhor agiremos.

[1] Leiam Nossos Filhos são Espíritos, de Hermínio C. Miranda.

[2] Mecanismos da Mediunidade, “Centro Indutor do Lar”, André Luiz.

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